quinta-feira, 7 de julho de 2011

Embusteiros?

Na maioria, são perspicazes por natureza, adquirem conhecimentos teóricos e práticos devido aos seus olhares curiosos e atentos a tudo o que está acontecendo em sua volta. Desde pequenos possuem a capacidade incrível de perceberem situações, corriqueiras ou alheias a seus cotidianos, e consequentemente extraem “algo” de quaisquer que sejam as tais situações. Seguem, então, o que seria possivelmente uma receita de evolução humana, amadurecimento teórico e prático que culminam na realização pessoal/profissional.          A cada etapa da ascensão social continuam se esforçando para que seus êxitos sejam louvados e até mesmo invejados, afinal de contas, faz parte da “tal realização” servir de arquétipo do indivíduo social pleno. Embuste!
Especializam-se a cada dia em seus “pontos de vista” e em suas “práticas”, o que os fazem “únicos” e “indispensáveis” no convívio com os demais... Embuste, pois, assim como eles, milhares se proliferam.
Embora, o discurso possa soar irônico e até mesmo inquieto, os garanto que não o é. O pouco que foi exposto anteriormente é simplesmente uma reflexão acerca da influência da teoria na prática, ou vice-versa. Assim como você, eu também sou um “deles”.
O discurso está mais que incrustado no imaginário do cidadão teórico/profissional, e muitas vezes não nos beneficia porque não sabemos olhar para o ponto mais essencial da “possível realização” que nos levará à proximidade da “plenitude”.
O pior erro da teoria é olhar para o passado esperando que este se repita no presente e talvez no futuro, sem se quer saber se é o que queremos que nos aconteça de verdade. O erro é buscar que as realizações dos outros se repitam no nosso presente como prodigiosas e frutíferas. A própria língua portuguesa já nos diz: “Eu, Tu, Eles...”
Acredito que o grande medo do fracasso pessoal/profissional ou até mesmo da frustração advindos da possível não realização de nossos feitos, tem como origem a nossa falta de auto-conhecimento. Sem o auto-conhecimento não existe aproximação à realização enquanto seres humano, entenda-se homem, mulher, profissional, indivíduo, cidadão, familiar,etc.
Como diria o poeta e uma grande amiga: “Estamos sempre, não somos nunca”, e a realização profissional, e consequentemente uma possível plenitude, são a maçã dos tempos modernos que muitos não sabem, ao menos, se realmente a desejam.
Mesmo que o processo de aprendizado não possua uma ordem entre teoria e prática, o que pode ajudar atingir contentamento pessoal / profissional é procurar responder uma simples questão: Quando nos projetamos em um determinado espaço, e tempo, enxergamos o quê?
Ainda que ludibriados por convívio social, tentemos mais práticas no convívio pessoal.




quarta-feira, 4 de maio de 2011

ELA que fez pra MiM...

DU


Há um grito de desespero no munDU
Por não se viver o mais profunDU
De não sentir um pouquinho de tuDU

As pessoas vivem dizenDU
Que viver intensamente dá meDU
Que se mostrar é um absurDU

E o povo vai levanDU
A frustração do sonho reprimiDU
Do desejo contiDU
Do íntimo escondiDU
Do abraço retraíDU
Do limite definiDU

Devo, então, dizer obrigaDU
Ao deus de meu peculiar creDU
Por ter a cura disso ao meu laDU
Por ter, finalmente, conheciDU
O meu grande amigo eDUarDU!

15 - 06 -2007

By: Val / Transbordar-se

terça-feira, 26 de abril de 2011

Só acontecem quando...

Hoje o outono começa ter cara de outono pra mim, ainda que brasileiro.
O dia é rotineiro, embora diferente, simplesmente por ser um outro dia qualquer. Um dia qualquer, ou não, tudo isso depende de quem o vê e de quem o vive. É um dia repleto de sonhos novos e antigos que se renovam a cada imaginar, eles pulsam, flutuam, dançam, anseiam, são tão fortes que quase se realizam no dia de hoje, embora seu tempo seja daqui a pouco.
Tudo "parece" mais do mesmo até que algo, como se fosse um recado (e bota recado nisso) vem de maneira "inesperada" e faz com que todo o frenesi de expectativas e desejos, de fato, dancem lá dentro uma coreografia imaginada, ensaiada e aplaudida por....por... por si mesmo!
Os dias são sempre assim, mesmos ou não!
Um furacão me mandou uma carta e um postal, as palavras são as mais sinceras e verdadeiras, a imagem é essa:

A trilha é mais uma vez do Camelo, Acostumar.

A idéia é...

idéia inicial é partilhar uma brevidade, a Vida vista pelos  meus olhos e sentida por esse “Eu”. O “Eu” que observa, analisa, sente, intui, constrói, solidifica, questiona, modifica, estabelece, acredita, vai, vem, quer, consegue…realiza-se!
O segredo para realizar-se é simples. Porém, “as miopias” que todos temos conosco não permite que a realização aconteça ou pelo menos ESTEJA consigo.
Sim, o caráter é um tanto quanto abstrato, afinal o que é expressão? Não saberemos, mas, ainda assim tentamos sem exatidão exprimir tudo o que borbulha ou adormece em cada um de nós. 
O mais interessante da escrita / expressão é justamente essa questão intrínseca de cada um que não será compreendida por muitos e talvez nem mesmo por quem escreve. É só uma questão de tentar, de se libertar, de partilhar, de descobrir o que quer que seja, quem quer que seja e como quer que seja. A liberdade de se expressar é útil e terapêutica, o divã que o diga.
A receita é fácil! É só sentir, observar, questionar, tentar entender e em um momento propício se inspirar com algo, nesse caso com a música, e exprimir. Simples, fácil, indolor e despretensiosa é a tentativa!
Agora é “Pra te acalmar / Marcelo Camelo”.